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CD CORDEL CANTADO

Novo trabalho de Cacá Lopres

A mais de trinta anos de estrada asfaltada pela poesia construída na força da música, Cacá Lopes traz a lume mais um CD, cujo foco está voltado para o chão maravilhoso da leitura e do saber. Esse trabalho é o registro de várias canções do Projeto Cordel nas Escolas: músicas já bastante conhecidas por alunos e professores da rede pública. Faz referência a personagens como João Grilo, Chicó, Raul Seixas e Gonzagão.  Além das músicas próprias, consta neste CD seus parceiros compositores: Costa Senna, Marco Haurélio, João Gomes de Sá, Dé Pajeú, Hamilton Catette, Sylvio Passos, Almino Henrique, Vavá Dias e Zé Peixoto. No repertório MPB com pitadas de xote, frevo, toada, martelo e poesia matuta.

O Álbum foi produzido pelo artista baiano Sapiranga e tem o projeto gráfico e artístico assinado pela designer Marina Machado. Cordel Cantado é um lançamento da Gravadora Cacimba Discos e foi lançado em primeira mão nas principais lojas online do mercado mundial (iTunes, DEEZER, Spotify e outras, sendo possível encontrar na internet para Download.

Para o cordelista Varneci Nascimento o cordel lido é maravilhoso. Cantado, revela ainda mais sua grandeza, que de tão esplêndida deixa-se moldar para nos enriquecer e encantar.

Sapiranga – Produzir um álbum para este artista é poder perceber quão grandiosa é a cultura popular nordestina e brasileira. Reconheço na obra de Cacá Lopes a sinergia entre Povo, Cultura e Arte. Sei que os traços dos seus versos estão aliados a popularidade e requinte que tem na poesia brasileira. Cacá Lopes um autêntico poeta e cantador.

CD CORDEL CANTADO

Vida e Obra de Gonzagão

Vida e Obra de Gonzagão

Muitos livros já foram escritos sobre Luiz Gonzaga. Na literatura de cordel, então, é impossível precisar a quantidade de folhetos que enfocam o Rei do Baião. É a personalidade musical mais biografada, ao lado de Roberto Carlos e Raul Seixas. Nem todos os folhetos são laudatórios, mas a grande maioria rende tributo ao grande artista pernambucano, glória da cultura brasileira. A diferença deste Vida e Obra de Gonzagão, assinada por Cacá Lopes, é o cuidado na pesquisa, que rendeu 380 estrofes de seis versos, depois de quase uma década dedicada a obra, retratando desde seu nascimento na fazenda Caiçara, Município de Exú, no sertão pernambucano, até a morte no Recife, passando pelos parceiros e seguidores, da discografia à homenagens póstumas, a impressionante trajetória do velho Lua ganha seu mais completo registro em cordel.

A responsabilidade de Cacá Lopes, portanto, é enorme. E ele não se fez de rogado. Muitas são as estrofes dignas de nota, mas esta, que trata do batismo do pequeno Luiz, chama a atenção por uma palavra, comprobatória do envolvimento do autor com o tema. O grifo é meu:

Os padrinhos do menino

Também são da região,

O Sr. João Moreira

E Dona Neném, que não

Mediram esforços, Luiz

Deixava de ser pagão.

 Pagão é o menino não batizado, segundo a doutrina católica. Outro costume, herdado de Portugal, o de batizar a pessoa com o nome do santo festejado no dia do nascimento, não foi esquecido por Cacá Lopes:

O nome Luiz Gonzaga

Do Nascimento foi dado,

Na igreja de Exú

O bebê foi batizado

Dia 5 de janeiro

Gonzaga foi consagrado.

 O Nascimento, sugestão do padre José Fernandes, deve-se ao fato de o menino ter nascido em dezembro, mês do Natal. O Luiz é uma homenagem à Santa Luzia, festejada à 13 de dezembro, data em que Gonzaga veio ao mundo.

Mais adiante, Cacá traz uma informação que, sem ser novidade, soa original:

Seu ídolo na época era

Virgulino, o Lampião.

Sonhava entrar no bando

E desbravar o sertão,

Quem sabe tocar sanfona

E o grupo bailar no chão.

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, sabemos, foi uma das inspirações para a composição do “personagem” Luiz Gonzaga: chapéu de cangaceiro, cartucheiras e alpercatas de rabicho. Lampião é o personagem histórico de maior presença no cordel.

E, tentando ser original, finalizarei esta tentativa de Prefácio em versos, já que, da mesma forma que Cacá Lopes, fiz do cordel profissão de fé:

Eu saúdo o poeta Cacá Lopes

Cantador das belezas do sertão,

Que falou de Luiz, Rei do Baião,

Decantado em sextilhas e galopes

Pois galgou na canção todos os topes

E deixou um exemplo salutar.

Eu também quero aqui celebrar

Esse gênio que foi Luiz Gonzaga,

Bem feliz, porque vejo a sua saga

Recriada na lira popular.

 Sobre o autor:

José Edivaldo Lopes, em arte Cacá Lopes nasceu em 24 de agosto de 1962, em Araripina-PE, região encantada da chapada do Araripe. Iniciou sua trajetória artística na Rádio Grande Serra AM em sua terra natal, quando lançou seu 1º disco. Radicado em São Paulo desde 1984, mantém uma carreira consolidada como cantor, compositor e instrumentista, com 6 CDs lançados e várias coletâneas. Como cordelista é autor de uma dezena de folhetos de cordéis e do livro Cinderela em Cordel, adaptado do célebre conto infantil Cinderela, de Charles Perrault. Percorre escolas da rede pública de São Paulo, com o Projeto Cordel nas Escolas. Cacá Lopes também é um dos fundadores do movimento Caravana do Cordel.

Os ilustradores:

Maércio Lopes Siqueira, nasceu em Santana do Cariri-CE, em 1977. Mora em Crato-CE, desde os cinco anos de idade. É graduado em Letras pela Universidade Regional do Cariri. Por meio da literatura de cordel, entrou em contato com a gravura em madeira, passando a aventura-se nessa arte desde 1999. É professor desde 1997. Membro da Academia dos Cordelistas do Crato, seus trabalhos temáticos figuram em vários trabalhos e exposições.

Valdério Costa é graduado em Educação Artística e Artes Plásticas pela Universidade de Brasília; artista plástico cadastrado na Secretaria de Cultura do DF; Professor de História da Arte – Secretaria de Cultura da capital federal. A maioria de suas obras explora o rico e vasto universo da cultura popular brasileira.

Ficha Técnica:

VIDA E OBRA DE GONZAGÃO

Editora: Ensinamento

Formato: 15 x 22 em P&B

Capa: Policromia com verniz BOPP fosco

Autor: Cacá Lopes

Ilustrador: Maércio Lopes e Valdério Costa

ISBN: 978-85-62410-93-2

Número de páginas: 192

Gênero: Literatura de cordel

Preço: R$ 40,00

Xilogravura representa a cultura do Nordeste em jogo de ação 2D

O jogo Xilo é uma homenagem a cultura e folclore do Nordeste brasileiro.

Com história e direção de arte do Prof. Rodrigo Motta e desenvolvimento dos alunos Diego Galiza, José Trigueiro e André Torres, conta a divertida e emocionante historia do sertanejo Biliu, que para salvar sua família de uma grave doença precisa recolher partes das xilogravuras sagradas, enfrentando desafios e lendas brasileiras, como a Mula-sem-cabeça, o Curupira, Boitatá, entre outros.

Trata-se de um jogo de ação 2D que se destaca pela sua estética, inspirada em xilogravuras, assim como no uso de rimas de cordel para contar a história, tudo embalado pela trilha sonora da banda Cabruêra. Este vídeo foi feito para o SBGames 2011.

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