Arquivo da categoria: Cordel: Bullying – Uma Tortura Social

Lançamento do Livro Cinderela em Cordel

CINDERELA EM CORDEL

Cinderela é o conto popular mais difundido no mundo. Em Portugal, o personagem é chamado A Gata Borralheira. A presente adaptação em Cordel, escrita por Cacá Lopes, é baseada na versão de Charles Perrault (1628-1703), recolhida na França, onde a heroína é chamada Cendrillon. O filme Cinderela, dos estúdios de Walt Disney (1950),baseia-se nesta versão francesa. O Cordel dá um toque nordestino a esse conto universal, que há séculos, diverte e emociona crianças e adultos.

Abaixo um trecho do livro:

Vou recontar em Cordel

Uma história de primeira,

Falando de Cinderela

Uma menina faceira,

Também muito conhecida

Como Gata Borralheira.

 

Filha de um homem honrado,

Que, entrando em viuvez,

Quis fugir da solidão,

Casando mais uma vez,

Sem sequer imaginar

A tolice que ele fez.

 

A mulher com quem casou

Era a preguiça em pessoa.

No inicio, pra enganar,

Ela fez papel de boa,

Mas logo demonstrou ser

A megera mais à-toa.

O Autor é
compositor, cordelista e violonista.

Nasceu em Araripina PE, região
encantada da Chapada do Araripe. Foi apresentado a mundo da arte pelo pai,
mestre Elpídio, fazedor de berimbaus. Também foi locutor na Rádio Grande Serra
AM, em sua terra natal.

Radicado em São Paulo, com uma
carreira consolidada como cantor e instrumentista, Cacá já cantou para
aproximadamente um milhão de alunos e educadores da rede pública municipal e
estadual de São Paulo, através do Projeto Cordel nas Escolas(ao lado de Costa
Senna). Já lançou uma dezena de Folhetos de Cordel e seis CDs. Esteve em
dezenas de programas de televisão.

Mais: www.novaalexandria.com.br/home.php

           www.cacalopes.com.br

Cacá

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=_pXCm6EoBRI[/youtube]

Cacá Lopes / Dé Pajeú / Hamilton Catete

Eu conheço um menino
Que veio lá do Ceará
Seu nome é Carlinhos
Mas lhe chamam de Cacá…
Ele vai para a escola
Porque gosta de estudar
Mas fica num cantinho
Pra galera perguntar…

O que é que Cacá quer?
Cacá quer caqui.
Que caqui que Cacá quer?
Cacá quer qualquer caqui.

Cacá gosta de morango
De melão e de quiwi
Gosta muito de laranja
Uva, pêra e sapoti…
Cacá ama melancia
E adora abacaxi
Mas a fruta que mais gosta
É chamada de caqui.

O que é que Cacá quer

Vídeos da galera 🙂

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=niWvkHqfmEE[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2VQIeLIRHG4[/youtube]

Bullying – uma tortura social

O BULLYING é uma das formas de violência que mais cresce no mundo. É o ato de agressão, física ou verbal, contra um ou mais colegas nas relações sociais e que acabou por entrar no universo das escolas.

Educadores, pais e alunos têm, neste cordel, um excelente mote para iniciar o debate.

Cordel Bullying - uma tortura socialPor meio deste cordel
Chamamos sua atenção
Para debater o Bullying,
Um violento vilão,
Cujas feridas abertas
São as lavas de um vulcão.

O Bullying é praticado
Por meio de violência,
Proposital, repetida,
Usando de truculência,
Em grupo ou mesmo sozinho
Sem pensar na conseqüência.

Aluno em sala de aula
Apelidando o colega.
Em uma característica
O agressor se apega,
Passando a ferir o outro
De maneira torpe e cega.

O Bullying tem atingido
Os jovens diretamente.
No corredor das escolas
Ele sempre está presente,
Deixando graves seqüelas
Na vida de muita gente.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Mpwmup685vE[/youtube]

Quer conhecer o resto da história? Adquira o Cordel com os próprios autores:

poeta@cacalopes.com.br / nandopoet@gmail.com

Contato com a editora Luzeiro

Tel/Fax: (11) 5585-1800/5589-4342

MINISTÉRIO DA CULTURA VALORIZA A CULTURA POPULAR

Divulgado o Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel
Foi divulgado no último dia, 12 de novembro, o resultado do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel – Edição 2010. A iniciativa do Ministério da Cultura homenageou, nesta primeira edição, Patativa do Assaré.

Entre os habilitados estão o poeta Arievaldo Viana, com sua biografia de Leandro Gomes de Barros, Aderaldo Luciano, com sua tese Cordel: Visão e Revisão, e inúmeros criadores do Cordel, como os já consagrados Klévisson Viana, Rouxinol do Rinaré, Varneci Nascimento, João Gomes de Sá, Janduhy Dantas, Mestre Azulão, Luiz Gonzaga de Lima, Moreira de Acopiara, Gonçalo Ferreira da Silva, Antônio Barreto e José Honório da Silva.

Em São Paulo, ainda foram selecionados os poetas Pedro Monteiro, Josué Gonçalves, Aldy Carvalho, Cleusa Santo, Costa Senna, Cacá Lopes, Sebastião Marinho, Otávio Maia, além de Gregório Nicoló, diretor da editora Luzeiro. Outro selecionado foi o jornalista Assis Ângelo, autor de um livro sobre o repentista Pedro Bandeira.

De minha autoria foi selecionado o clássico em cordel O Conde de Monte Cristo, inscrito pela editora Nova Alexandria, da qual sou coordenador editorial.

A alvíssara me chegou por meio do pesquisador paraibano José Paulo Ribeiro, também ele premiado num projeto que será extensão de suas atividades em prol do cordel em seu estado.

Nota: Para pesquisar no Diário Oficial da união, é só clicar no link http://portal.in.gov.br/in e inserir as palavras-chave “Mais Cultura”, Cordel” ou “Patativa do Assaré”.

Do total de habilitados, 617, serão selecionadas 200 iniciativas.
Mais:

http://www.cultura.gov.br/site/2010/11/12/minc-divulga-habilitados-do-premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel/

Histórico da Caravana do Cordel

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=TEWyPycMyhU[/youtube]

A existência do cordel remonta mais de um século de história, que começou a ser construída por Leandro Gomes de Barros, Silvino Pirauá e outros poetas que abraçaram esse estilo de vida, que desde o início encantou diversas pessoas e atravessou gerações até chegar os nossos dias.

Continue lendo Histórico da Caravana do Cordel

INLEITÔ SABIDO

INLEITÔ SABIDO
Autor: Zé Peixoto

O texto abaixo é do poeta cearense Zé Peixoto, mais um talento do sopé da Chapada do Araripe, e mostra na poesia popular a realidade que, infelizmente acontece quando é época de eleição.

Seu Douto há trinta ano
“Acumpanho” o seu partido,
Ô qui chova ou faça só
Meu voto ta “dicidido”,
Apôis nunca fui du contra
Inté já perdi a conta
Das vêis qui tenho votado,
Posso inté sê chêi de móca,
Porém num sô tapioca
Pá virá pur ôto lado!

O meu avô já votava
No partido do sinhô,
O meu pai ainda vota,
Minha mãe sempre votô
Meus “irmão” e meus “cunhado”,
Vota tudo declarado,
Num jogo limpo e aberto
Minhas “tia” e meus “tio”
Minha muié e meus “fio”
Tombem vota tudo certo.

Se chegá na minha casa
Argúem do “ôto” partido,
Mintino, pidindo voto
Eu num vou dá nem uvido,
Pedir voto em minha casa
É querê vuá sem asa
É jogá o tempo fora,
Pedi voto e leva vara,
Eu bato a porta na cara
E boto pra ir s’embora.

Mas Douto! O sinhô sabe
A gente tem precisão!
E só ganha “arguma” coisa
No tempo das “inleição”
Apôis Doutô eu queria:
Um VISTIDO pra Maria,
Um SAPATO pra Rumêu,
Uma “BRUSA” pra Zabé
Umas “CARÇA” pra Juzé
E um CHINELO prá eu.

Tombém queria: um TERRENO,
Duas CARRADA DE AREIA,
Três “MIÊIRO” DE TIJOLO,
Umas MIL e PÔCAS “TÊIA”
Quinze “SACO” DE CIMENTO,
Duas ou três PORTA pra dentro,
Trinta “CAIBO”, cinco LINHA,
Oitenta RIPA decente
Tombém a PORTA DA FRENTE
E mais uma prá COZINHA.

Ficaria “agardecido”
Tombém se o Sinhô me desse:
Umas DEZ BARRA DE FERRO,
As PÉDRA pro “Alisséssi”
A CAIXA D’AGUA, a BACIA,
A DISCARGA, o ESPÊI, a PIA,
A TORNÊRA e o CHUVÊRO,
E se num for pedí dimais
MIL E QUINHENTOS REAIS,
Módi eu pagá o PEDREIRO.