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O voo do Pequeno Príncipe com o Pavão Misterioso

Primeiramente quero expressar minha alegria imensurável em compartilhar mais este trabalho, sobretudo por ser mais uma obra que contempla o público infanto juvenil, a exemplo do livro Cinderela em Cordelpara adquirir este livro acesse a Amazon.

Há 12 anos, precisamente em 2009, visitei na Oca do Ibirapuera em São Paulo, uma exposição sobre O Pequeno Príncipe, obra mundialmente conhecida do escritor Francês Antoine de Saint-Exupéry. Em uma área do evento me chamou atenção uma mostra contendo todos os livros traduzidos até aquele ano, aproximadamente em 60 países.

O Pequeno Príncipe em Cordel

Mas faltava uma versão em cordel. Desde então comecei a trabalhar o texto, e ao mostrar para o editor e poeta Marco Haurélio, ele me informou que faltava aproximadamente 10 anos para a obra cair em domínio público, o que facilitaria os trâmites para uma publicação na literatura de cordel. O tempo passou, e alguns colegas poetas lançaram suas adaptações da história do menino que conta história e que continua encantando milhares de leitores mundo afora.

Somente esse ano, 2021 resolvi publicar a minha versão em cordel, onde o enredo da história se passa na Região Nordeste, exatamente na Chapada do Araripe, divisa dos estados de Pernambuco, Ceará e Piauí. Além de fazer uma releitura desta obra magnifica, o cordel chama atenção do desmatamento excessivo na região, de tal forma que remete ao deserto do Saara, cenário da primeira versão do livro.

O Pequeno Príncipe nas “banda” do Sertão

No meu cordel até mesmo um papagaio dialoga com o Pequeno Príncipe que na história pega um “bigu” (carona) com outro personagem também muito conhecido da literatura brasileira, o Pavão Misterioso, clássico da poesia popular, de José Camelo de Melo.

Deixo para apreciação quatro estrofes, as duas primeiras e as duas últimas. Para conhecer a história completa entre em contato com o autor desses versos.

1

Na varanda do saber

Um belo livro encontrei,

Li, reli diversas vezes

Sempre me emocionei.      

Com a lira do sertão

Fiz dele nova versão

Em cordel o transformei.

2

Um mundo de reflexões

Desta obra conhecida,

Retratando o ser humano

Toda a essência da vida,       

E o valor da amizade

Do amor, perda e saudade

De chegada e de partida.

3

Da sombra de uma árvore

Ele saiu de mansinho,

Junto com o seu carneiro

Foi seguindo seu caminho,     

Numa nave prateada

Reluzente, encantada

Foi embora o Principezinho.

4

Ao visitar os planetas

O Príncipe com emoção,

Nos ensina que amar

É ver com o coração,            

Para poder bem enxergar

É preciso junto olhar

Numa mesma direção.

Reinventar é a arte dos que desejam continuar caminhando

“Se quer ir rápido, vá sozinho;

Se quer ir longe, vá em grupo.”

Tempos de reflexão

Certamente com os tempos reflexivos que estamos vivendo ou melhor sobrevivendo, percebemos que, acima de tudo, a capacidade de se reinventar é a grande vantagem que o ser humano pode conscientemente se vangloriar. Assim sendo, o artista pernambucano, Cacá Lopes, desde a sua infância aprendeu a ressignificar as possibilidades que a vida lhe incorria. Quando tinha apenas dois anos de idade contraiu poliomielite / paralisia infantil por conta da sequela perdeu o movimento do braço esquerdo, em virtude de sua paixão pelo violão desde criança, aprendeu tocar com apenas três dedos da mão direita e vive exclusivamente de sua arte.

Arte de Onézio Cruz

Cacá Lopes é um artista diverso, para bem dizer, completo. É cantor, compositor – com aproximadamente cento e sessenta composições escritas, violonista, cordelista e educador social. Contudo, viver de arte, obviamente requer criatividade e disposição, desta forma, ele não apenas faz trabalhos solo, como também com coletivos.

Projetos solo: Shows – voz e violão, palestras e oficinas. Desenvolve desde 1995 o Projeto Música e Cordel nas Escolas – assistido por milhares de alunos e educadores da rede pública e privada da cidade de São Paulo e interior paulista.

Como diz o Provérbio Africano “Se quer ir rápido, vá sozinho; Se quer ir longe, vá em grupo.” Cacá Lopes compreendeu bem este conceito, neste sentido, é um dos fundadores dos Coletivos: SP Cordel, SP Forró e integra o Fórum Estadual do Forró. Coordena há onze anos o Sarau Bodega do Brasil juntamente com o amigo, parceiro e fundador do sarau, o poeta Costa Senna.

Projeto Música e Cordel nas Escolas

PROJETO CORDEL NAS ESCOLAS: o cordel como ferramenta pedagógica é um evento multidisciplinar que acontece nas escolas de São Paulo. Com a finalidade de difundir a arte dos versos e das rimas na sala de aula, contribuindo, desta forma, com a formação de jovens leitores e apreciadores deste gênero literário.

O Sarau Bodega do Brasil

O Sarau Bodega do Brasil: encontro de culturas populares atua desde outubro de 2009, promove um encontro por do mês, das 18 às 22 horas, os encontros mensais acontecem no auditório da Ação Educativa na Vila Buarque, região central da capital. Trata-se de um amplo encontro de culturas populares, com destaque para a cultura nordestina: cordel, repente, aboio, embolada, poesia, dança e muita música brasileira.

Desta maneira, fomentando a arte e o gosto pela poesia e pela música, o artista pernambucano tem superado os desafios corriqueiros da vida e principalmente se reconhecido em particularidade.

Navegar é preciso, Cacá Lopes retorna as atividades no site

“Porque a arte, acima de tudo, é que nos move”

Olá amigas e amigos! Estamos de volta ao site.

Antes de mais nada, voltamos as atividades do site depois de um período de ausência, primeiramente saliento que retornar ao dinamismo das redes é um prazer inenarrável. Faço votos que a partir de agora possamos compartilhar nossa agenda de saberes e as belezas que a vida tem para nos ofertar.

O trabalho continuou

Nesse sentido, durante esse tempo que ficamos fora do ar, semeamos arte em muitos cantos e lugares. Porque a arte, acima de tudo, é que nos move. A música e a poesia nos fortalece como ser humano e nos transforma enquanto sociedade.

Estivemos na luta juntamente com os amigos buscando fortalecer o Cordel e o Forró, essa duas expressões que são referenciais em minha arte. Conseguimos alguns avanços, entre eles: o reconhecimento do cordel como patrimônio imaterial e cultural do Brasil, em 2018; O Programa Municipal de Fomento e Difusão do Forró, nesta primeira edição fomos contemplados com as Oficinas: Abraços e Versos: Um Encontro Entre O Forró E O Cordel, 2020.

Nesse meio tempo, lançamos músicas, livros, cordéis, o DVD Cantos Gerais, estreamos na FLIP – Festa Literária Internacional do Livro de Paraty- RJ com o grupo SP Cordel em 2019. E participamos de lives e mostras virtuais de artes, 2020.

Ocupando os territórios culturais

Ao longo deste período percorri SESCs; Bienais de Livro; Feiras Literárias; Saraus; Escolas e Universidades em projetos solo – Cordel nas escolas , com o Sarau Bodega do Brasil, SP Cordel e Cordel na Pauliceia.

Nesse ínterim, realizamos shows no Encontro Estéticas das Periferias, no Festival Forró da Garoa, com o Coletivo Bloco do Baião participamos de carnavais de Rua em Itaquera, São Miguel e no Centro. Além disso, atuo, com os coletivos SP Forró e Fórum Estadual do Forró, em suma, promover o Cordel e o Forró tem sido uma constante na minha carreira artística.

Juntamente com outros artistas e trios de forró circulamos as casas de cultura de Santo Amaro, Freguesia do Ó, e outras da Zona Leste. Prestamos homenagens a Jackson do Pandeiro no CTN – Centro de Tradições Nordestinas -no ano do seu centenário, 2019. E a Pedro Sertanejo, o desbravador do forró em São Paulo, no Festival SP Forró em casa. Além de tributos anuais a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Projeto Cordel nas Escolas 2013

No início dos anos noventa, o artista Pernambucano Cacá Lopes começou a percorrer escolas da rede pública Municipal e Estadual da grande São Paulo, com espetáculos de Música e Cordel, utilizando temas ligados à educação.
Com a experiência adquirida, criou na capital Paulista o Projeto Cultural CORDEL NAS ESCOLAS – A Literatura de Cordel como ferramenta pedagógica, assistido por milhares de alunos e professores.
Nele, CACÁ canta, declama, toca gaita, violão, interage com os alunos, com um rico repertório de cantigas, provérbios e trava línguas, além de informações sobre a poesia popular.
Projetos semelhantes existem em outras cidades do Brasil, entre elas: Teresina-PI, Fortaleza – CE, Caruaru e Recife-PE.
O CORDEL NAS ESCOLAS tem como objetivo inserir o aluno no universo fascinante do Cordel, auxiliando no seu aprendizado e incentivando o gosto pela leitura e escrita, fazendo com que os estudantes conheçam mais sobre a cultura nordestina.