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O espetáculo Cantoria DiVersos – respirando arte

De volta às atividades artística presencias

De volta às atividades artística presencias. Após mais de um ano se reinventando, fazendo arte virtualmente Cacá Lopes e Costa Senna estão de volta com o espetáculo Cantoria DiVersos – respirando arte.

Os artistas

Desta forma, os poetas assumiram essa empreitada apresentado músicas e cordéis autorais como um ato de resistência, visto que, a classe artística foi uma das primeiras a parar suas atividades e está sendo uma das últimas a retomar seus ofícios.

Cacá Lopes pernambucano de Araripina é cantor, compositor, violonista, cordelista, educador popular e licenciado em letras. O artista é radicado em São Paulo desde 1985 e já conta com mais de 30 anos que profissão, sendo fomentador de duas expressões culturais que são referências em sua arte: o cordel e o forró. Como cidadão, tem sido representatividade expressiva em prol da inclusão de pessoas com deficiências nos espaços culturais. Aos dois anos de idade contraiu poliomielite (paralisia infantil) e perdeu os movimentos do braço esquerdo. Apesar da limitação e por ser apaixonado pelo violão desde criança, aprendeu a tocar o instrumento com apenas três dedos da mão direita aos oito anos de idade e hoje vive exclusivamente de sua arte. Como cantor e compositor tem nove discos lançados e várias coletâneas. Como cordelista, é autor de três dezenas de cordéis publicados, entre eles: Hino Nacional Brasileiro em Cordel, A Invasão do Estrangeirismo, Cordel do Trava Língua, Provérbios Engraçados, O Semeador de Livros, O Que é o Forró? e cordéis sobre os bairros de São Paulo. Seus livros publicados são: Cinderela em Cordel, Araripina em Cordel e Vida e Obra de Gonzagão. É um dos fundadores do SP Cordel e do Coletivo SP Forró, integra o Fórum Estadual do Forró, além de coordenar, desde 2009, o Sarau Bodega do Brasil

Instagram: @poeta_caca_lopes

Costa Senna – cantor, ator, compositor e poeta. Nasceu em Fortaleza, mas mora em São Paulo há mais três décadas. Iniciou sua vida artística a partir dos anos 80. No teatro, atuou em várias peças e no cinema atuou no curta metragem As aventuras de Raul Seixas na cidade de Thoth, de Jairo Ferreira. Foi personagem dos documentários sobre Paulo Freire: Educar para transformar e Nísia, Paulo e Josué – oficina de memória, ambos da cineasta Tânia Quaresma.

É autor de vários folhetos de cordel, entre eles: Nas Asas da Leitura, Como Nascem os Provérbios, A Arapuca Feminista, Cante Lá e Cante Cá, Criança que Bicho é Este?, Raul Seixas entre Deus e o Diabo e Paulo Freire (com trechos traduzidos), além dos livros: O Raulseixismo, Cartas no Cordel, O Rabo da Raposa, Viagem ao Centro da Terra (em cordel), O Doido, Meu milhão de Amigos, É outra História, O Lobisomem da Avenida São João, Caminhos Diversos – sob os signos do cordel e Cordéis que Educam e Transformam. Gravou os CD’s: Moço das Estrelas, Costa Senna em Cena, Fábrica de Unir Versos, Cante Este Refrão Por Aí e A Palavra Despida.

É curador do Sarau Bodega do Brasil e o representou na 40ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, em maio de 2014. Segundo o saudoso pesquisador Gilmar de Carvalho, Costa Senna: “Trata-se de um Show-Man-Popular com toda carga que esta expressão traz embutida”.

Instagram: @sennacosta

O espetáculo

O espetáculo será apresentado nas praças e entorno de seis Bibliotecas Municipais da Zona Leste de São Paulo. Confira a agenda de apresentações do Cantoria DiVersos:

O evento de abertura foi na Biblioteca Vicente de Carvalho – Conjunto José Bonifácio – Itaquera- Quarta, 07 de julho – 12hs;

A segunda Biblioteca Jamil Almansur Haddad – Lajeado – Sábado, 10 de julho – 12hs;

Terceira Biblioteca Milton Santos – Itaquera – Quarta-Feira, 14 de julho – 12hs;

Quarta Biblioteca Vinícius de Moraes – Conj José Bonifácio – Sábado, 17 de julho – 12hs;

Quinta Biblioteca Jovina Rocha Alvares Pessoa – Arthur Alvim- Quarta-Feira, 21 de julho – 12hs;

E por fim a sexta Biblioteca Vicente Paulo Guimaráes – Vila Curuçá – Sábado, 24 de julho – 12hs.

Público alvo: Livre

Produção Cultural: @elielma.carvalho

Realização: Secretaria Municipal de Cultura – São Paulo – SP

Reinventar é a arte dos que desejam continuar caminhando

“Se quer ir rápido, vá sozinho;
Se quer ir longe, vá em grupo.”

Tempos de reflexão

Certamente com os tempos reflexivos que estamos vivendo ou melhor sobrevivendo, percebemos que, acima de tudo, a capacidade de se reinventar é a grande vantagem que o ser humano pode conscientemente se vangloriar. Reinventar é a arte dos que desejam continuar caminhando, assim sendo, o artista pernambucano, Cacá Lopes, desde a sua infância aprendeu a ressignificar as possibilidades que a vida lhe incorria.

Aprendendo desde criança

Quando tinha apenas dois anos de idade contraiu poliomielite / paralisia infantil por conta da sequela perdeu o movimento do braço esquerdo, em virtude de sua paixão pelo violão desde criança, aprendeu tocar com apenas três dedos da mão direita e vive exclusivamente de sua arte.

Arte de Onézio Cruz

Cacá Lopes é um artista diverso, para bem dizer, completo. É cantor, compositor – com aproximadamente cento e sessenta composições escritas, violonista, cordelista e educador social. Contudo, viver de arte, obviamente requer criatividade e disposição, desta forma, ele não apenas faz trabalhos solo, como também com coletivos.

Projetos solo: Shows – voz e violão, palestras e oficinas. Desenvolve desde 1995 o Projeto Música e Cordel nas Escolas – assistido por milhares de alunos e educadores da rede pública e privada da cidade de São Paulo e interior paulista.

Como diz o Provérbio Africano “Se quer ir rápido, vá sozinho; Se quer ir longe, vá em grupo.” Cacá Lopes compreendeu bem este conceito, neste sentido, é um dos fundadores dos Coletivos: SP Cordel, SP Forró e integra o Fórum Estadual do Forró. Coordena há onze anos o Sarau Bodega do Brasil juntamente com o amigo, parceiro e fundador do sarau, o poeta Costa Senna.

Projeto Música e Cordel nas Escolas

PROJETO CORDEL NAS ESCOLAS: o cordel como ferramenta pedagógica é um evento multidisciplinar que acontece nas escolas de São Paulo. Com a finalidade de difundir a arte dos versos e das rimas na sala de aula, contribuindo, desta forma, com a formação de jovens leitores e apreciadores deste gênero literário.

O Sarau Bodega do Brasil

O Sarau Bodega do Brasil: encontro de culturas populares atua desde outubro de 2009, promove um encontro por do mês, das 18 às 22 horas, os encontros mensais acontecem no auditório da Ação Educativa na Vila Buarque, região central da capital. Trata-se de um amplo encontro de culturas populares, com destaque para a cultura nordestina: cordel, repente, aboio, embolada, poesia, dança e muita música brasileira.

Desta maneira, fomentando a arte e o gosto pela poesia e pela música, o artista pernambucano tem superado os desafios corriqueiros da vida e principalmente se reconhecido em particularidade.

O canto do santo de casa virou cordel e música

Dizem que santo de casa não faz milagre

O Jornalista paraibano Antonio Carlos escreveu um texto denominado: O Canto do santo de casa e publicou na Revista Eletrônica Ritmo Melodia. Ao tomar conhecimento do mesmo, sugeri adaptar em cordel, assim nasceu o folheto de cordel batizado com o mesmo nome do artigo: O Canto do Santo de Casa.  A obra foi escrita em 24 estrofes em sextilha, publicada pela Rouxinol Rinaré Edições e lançada na Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP em 2019.

O texto reescrito em Cordel

Dizem que Santo de Casa
Nascido para brilhar,
Não obra, não faz milagre    
Nem reina em seu lugar,
Essa expressão da Bíblia
Virou “dito” popular.

Longe da terra natal
O profeta é bem aceito,
Vivendo em sua aldeia       
Falta-lhe apoio, respeito.
O caminho do estrelato
É espinhoso e estreito.

Milagre na sua terra
Santo de casa não faz!
Se brilha em outro canto   
Em casa não é capaz.
Mas se resultar-lhe a fama
O milagre é fugaz.

Cordéis que viraram músicas

O tema do cordel: O Canto do santo de casa trata da desvalorização e falta de incentivo privado e público para com o artista ou profissional de qualquer área em começo de carreira. E tem com inspiração o mote bíblico “Nenhum profeta é reconhecido em sua própria aldeia”.  O Canto do Santo de Casa  se tornou música de 8 minutos e 4 segundos, em ritmo de arrasta-pé. A melodia, a produção musical e interpretação é do paraibano Jailson Silva.  E que sabe um dia pode se tornar um roteiro para um curta-metragem.

Algumas músicas de longa duração

Três minutos é o tempo máximo para uma música que pretende virar hit radiofônico segundo especialistas e as próprias estatísticas. No entanto, muitas canções superaram as previsões e estouraram com uma duração maior do que o previsto.

A música “A Triste Partida” surgiu a partir de um folheto de cordel, é uma toada que tem duração maior, com 9 minutos . Uma espécie de Vidas Secas no cordel, com 19 estrofes, escrita pelo poeta cearense Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva) e gravada em 1964 por outro grande nome da cultura nordestina, Luiz Gonzaga. A letra de “Triste Partida” retrata a falta da chuva, a dura decisão de deixar o sertão, a penosa recepção em São Paulo, Rio de Janeiro e Sudeste. E a perda da esperança de retornar para seu lugar de origem. Essa música antes de tornar sucesso na voz do Rei do Baião já era cantada nas feiras nordestinas pelos repentistas.

Outra música é “Faroeste Caboclo” com 9 minutos e 7 segundos –  um clássico da banda  Legião Urbana e sucesso absoluto nas rádios. Faroeste Caboclo é um mix de baião, sertanejo raiz, rock e reggae, sem refrão se tornou um sucesso e tem maior duração que “A Triste Partida”.  A história de João Santo Cristo virou até filme.

A torcida é para que “O Canto do Santo de Casa” possa ter o mesmo destino de outros sucessos, entre eles os citados na matéria. O poema traz verdades difíceis de serem ditas e relata uma realidade vivida por alguns profissionais que “não fazem milagres em casa” e partem para viverem outras realidade, e desafios em outras cidades.

Navegar é preciso, Cacá Lopes retorna as atividades no site

“Porque a arte, acima de tudo, é que nos move”

Olá amigas e amigos! Estamos de volta ao site.

Antes de mais nada, voltamos as atividades do site depois de um período de ausência, primeiramente saliento que retornar ao dinamismo das redes é um prazer inenarrável. Faço votos que a partir de agora possamos compartilhar nossa agenda de saberes e as belezas que a vida tem para nos ofertar.

O trabalho continuou

Nesse sentido, durante esse tempo que ficamos fora do ar, semeamos arte em muitos cantos e lugares. Porque a arte, acima de tudo, é que nos move. A música e a poesia nos fortalece como ser humano e nos transforma enquanto sociedade.

Estivemos na luta juntamente com os amigos buscando fortalecer o Cordel e o Forró, essa duas expressões que são referenciais em minha arte. Conseguimos alguns avanços, entre eles: o reconhecimento do cordel como patrimônio imaterial e cultural do Brasil, em 2018; O Programa Municipal de Fomento e Difusão do Forró, nesta primeira edição fomos contemplados com as Oficinas: Abraços e Versos: Um Encontro Entre O Forró E O Cordel, 2020.

Nesse meio tempo, lançamos músicas, livros, cordéis, o DVD Cantos Gerais, estreamos na FLIP – Festa Literária Internacional do Livro de Paraty- RJ com o grupo SP Cordel em 2019. E participamos de lives e mostras virtuais de artes, 2020.

Ocupando os territórios culturais

Ao longo deste período percorri SESCs; Bienais de Livro; Feiras Literárias; Saraus; Escolas e Universidades em projetos solo – Cordel nas escolas , com o Sarau Bodega do Brasil, SP Cordel e Cordel na Pauliceia.

Nesse ínterim, realizamos shows no Encontro Estéticas das Periferias, no Festival Forró da Garoa, com o Coletivo Bloco do Baião participamos de carnavais de Rua em Itaquera, São Miguel e no Centro. Além disso, atuo, com os coletivos SP Forró e Fórum Estadual do Forró, em suma, promover o Cordel e o Forró tem sido uma constante na minha carreira artística.

Juntamente com outros artistas e trios de forró circulamos as casas de cultura de Santo Amaro, Freguesia do Ó, e outras da Zona Leste. Prestamos homenagens a Jackson do Pandeiro no CTN – Centro de Tradições Nordestinas -no ano do seu centenário, 2019. E a Pedro Sertanejo, o desbravador do forró em São Paulo, no Festival SP Forró em casa. Além de tributos anuais a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Tenda do Cordel no Arraial São Paulo – 2013

A Secretaria Municipal de Cultura e Rede Globo promovem no Vale do Anhangabaú-SP, O ARRAIAL SÃO PAULO.

O evento contará com dois palcos e vários Shows. Nomes como Zé Ramalho, Alceu Valença, Anastácia e diversos Trios de Forró Pé de Serra foram contratados.

A Literatura de Cordel e a gastronomia também foram contempladas.
Na TENDA DE CORDEL CHAPÉU DE PALHA – que estreou no Centenário de Gonzagão, ano passado, vai receber Artistas, poetas cordelistas integrantes  da CARAVANA DO CORDEL e da BODEGA DO BRASIL. Os convidados: João Gomes de Sá, Varneci Nascimento, Cacá Lopes, Costa Senna, Cleusa Santo, Moreira de Acopiara, Pedro Monteiro, Marco Haurelio, Luiz Wilson e Eufra Modesto. Repentistas convidados: Adão Fernandes e João Doto. Exposição, leituras, música e interpretação de cordéis, poemas e apresentações de cordel musicado com trava-língua e pitadas da obra de Luiz Gonzaga. | Dias 6 e 7, das 14h30 às 22h
FEIRA GASTRONÔMICA CHEFS NA RUA | Dias 6 e 7, das 14h30 às 22h (preços populares)
Shows no palco 1
QUATRO ASES DO FORRÓ: ANASTÁCIA, AMELINHA, DUANI E MILENA | Dia 6, 16h
ALCEU VALENÇA | Dia 6, 19hVer mais