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Abraços e Versos: Um encontro entre o Forró e o Cordel

“Na linguagem do Cordel

Tento desatar um nó,

Para falar da Origem,

Da história do forró

Se vem da expressão for all

Ou é do forrobodó”.

Arte da produtora Suellen Garcez

Primeiramente, quero dizer que é uma alegria inenarrável compartilhar com vocês o ” Abraços e Versos”, esse projeto é a junção de duas linguagens artísticas, e é a arte de Cacá Lopes ! Além disso, quero convidá-los a se juntarem conosco nesta grande conquista da nação forrozeira, a realização do 1º Edital de Fomento ao Forró da cidade de São Paulo.

O Projeto

Em síntese, o projeto “Abraços e versos: Um encontro entre o Forró e o Cordel”, do poeta Cacá Lopes, tem como objetivo mostrar o diálogo entre o Cordel e o Forró, apresentando suas riquezas em 08 vivências online.
Desta forma, a proposta é apresentar como o Cordel pode ser usado como ferramenta de fomento e difusão da cultura forrozeira através das conversas com profissionais e artistas de diversas áreas do Forró, ao mesmo tempo, permitir que o público faça perguntas e comentários sobre os temas a serem debatidos.

As vivências

Para acessar as 8 vivências com profissionais e artistas das diversas áreas do Forró basta clicar no espaço cultural que irá receber o projeto, bem como, para conhecer os artistas clique em seu nome.

  1. Vivência “O Cordel ‘O que é o Forró’” – Convidado: Sandrinho Dupan (Casa de Cultura Freguesia do Ó)
  2. Vivência “Cordel, Repente e Forró” – Convidado: Luiz Wilson (Casa de Cultura Raul Seixas)
  3. Vivência “Como escrever um Cordel” – Convidada: Cleusa Santo (Centro de Referência do Idoso)
  4. Vivência “O Cordel e o Forró como Patrimônios Culturais” – Convidada: Isabel Santos
    (Centro Cultural Santo Amaro)
  5. Vivência “Forró: Dança e Vida Saudável” – Convidado: Professor Vagner (Espaço Cultural Casa Amarela)
  6. Vivência “A história do Cordel” – Convidado: Marco Haurélio (Espaço Cultural Paulo Freire)
  7. Vivência “A história do Forró em São Paulo” – Convidado: Assis Ângelo (Casa de Cultura Santo Amaro)
  8. Vivência “O Cordel na sanfona” – Convidado: Cicinho Silva (Casa de Cultura São Miguel).

As transmissões / Lives

Em abril, serão transmitidas as duas primeiras vivências do projeto: Dia 17, às 18h, no facebook da Casa de Cultura Freguesia do Ó – Salvador Ligabue (@salvadorligabue); Dia 30, às 17h, no facebook da Casa de Cultura Raul Seixas (@casadeculturaraulseixas).

O Cordel “O que é o Forró?

Além das vivências online, serão distribuídos 30 unidades do cordel “O que é o Forró?” para cada instituição cultural que estiver recebendo o projeto. Estes cordéis poderão ser disponibilizados para o público ou serem usados pelas instituições em ações que escolherem.

Realização

Por fim, o projeto “Entre abraços e versos: Um encontro entre o Forró e o Cordel” é realizado pelo poeta Cacá Lopes, pela produtora cultural Suelen Garcez e pela ONG Somjia, com o apoio do 1º Edital do Fomento ao Forró, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.
Informações: (11) 95901-5155 / suelengarcez.produtoracultural@gmail.com

Aos que fazem acontecer as lives nossas de cada dia

“Um outro mundo é possível, o ser humano ainda tem a capacidade de armar a grande rede do bem “

Alguns dos nossos trabalhos

A capacidade de se reinventar foi aflorada no ano de 2020. Ocupar as redes sociais com movimentos culturais, será o legado que os artistas, certamente, levarão pela a vida. Além deste legado, há outra herança que ficará para sempre – compreender que para um artista brilhar nos palcos e nas telas outro profissional extraordinário trabalhou e/ou trabalha muito, o produtor cultural, conheça mais sobre esta profissão.

É importante reconhecer, que sem o outro, somos muito pouco!

Para fazer justiça, é necessário ressaltar a importância das(os) produtores culturais para a sobrevivência da classe artística, especialmente em tempos tão desafiadores. É uma pena que para reconhecer seu valor precisou de uma pandemia que obrigou o mundo parar. Com tudo e apesar de tudo, o reconhecimento e o crescimento cultural, social e político para com estes profissionais é bastante expressivo. Sem estes, os artistas estariam vivendo dias difíceis .

A Grande rede do bem

Antes de mais nada, a pandemia obrigou o mundo a se reinventar e as Lives foram e são o sustentos para os trabalhadores da arte. Em suma, a adversidade evidenciou a importância dos produtores culturais e agregou valores imensuráveis às carreiras destes profissionais, bem como, despertou novos talentos nesta área. Alegria e esperança, sem dúvida, dois dos frutos desta grande rede, os shows virtuais são alento e entretenimento paras milhões de pessoas pelo o mundo.

De antemão, a nossa gratidão a estas e estes profissionais que tornaram, possíveis, alguns dos nossos trabalhos: Suellen Garcez – que ainda tem me ensinado ócios do ofício , Zé da Lua, Luana Oliveira e Telma Queiroz.

Por fim, chegamos a conclusão de que o que é bom e bem feito é resultado dos esforços de muitos. Desta forma, ao reconhecer que esta premissa é uma verdade absoluta… ao invés de apontar nossas diferenças, passamos a identificar nossas semelhanças, assim, estaremos caminhando para dias melhores. Portanto, fica como dica, a música: A grande rede do bem de Cacá Lopes. Ouçam, reflitam e compartilhe… junte-se a nós!

Reinventar é a arte dos que desejam continuar caminhando

“Se quer ir rápido, vá sozinho;

Se quer ir longe, vá em grupo.”

Tempos de reflexão

Certamente com os tempos reflexivos que estamos vivendo ou melhor sobrevivendo, percebemos que, acima de tudo, a capacidade de se reinventar é a grande vantagem que o ser humano pode conscientemente se vangloriar. Assim sendo, o artista pernambucano, Cacá Lopes, desde a sua infância aprendeu a ressignificar as possibilidades que a vida lhe incorria. Quando tinha apenas dois anos de idade contraiu poliomielite / paralisia infantil por conta da sequela perdeu o movimento do braço esquerdo, em virtude de sua paixão pelo violão desde criança, aprendeu tocar com apenas três dedos da mão direita e vive exclusivamente de sua arte.

Arte de Onézio Cruz

Cacá Lopes é um artista diverso, para bem dizer, completo. É cantor, compositor – com aproximadamente cento e sessenta composições escritas, violonista, cordelista e educador social. Contudo, viver de arte, obviamente requer criatividade e disposição, desta forma, ele não apenas faz trabalhos solo, como também com coletivos.

Projetos solo: Shows – voz e violão, palestras e oficinas. Desenvolve desde 1995 o Projeto Música e Cordel nas Escolas – assistido por milhares de alunos e educadores da rede pública e privada da cidade de São Paulo e interior paulista.

Como diz o Provérbio Africano “Se quer ir rápido, vá sozinho; Se quer ir longe, vá em grupo.” Cacá Lopes compreendeu bem este conceito, neste sentido, é um dos fundadores dos Coletivos: SP Cordel, SP Forró e integra o Fórum Estadual do Forró. Coordena há onze anos o Sarau Bodega do Brasil juntamente com o amigo, parceiro e fundador do sarau, o poeta Costa Senna.

Projeto Música e Cordel nas Escolas

PROJETO CORDEL NAS ESCOLAS: o cordel como ferramenta pedagógica é um evento multidisciplinar que acontece nas escolas de São Paulo. Com a finalidade de difundir a arte dos versos e das rimas na sala de aula, contribuindo, desta forma, com a formação de jovens leitores e apreciadores deste gênero literário.

O Sarau Bodega do Brasil

O Sarau Bodega do Brasil: encontro de culturas populares atua desde outubro de 2009, promove um encontro por do mês, das 18 às 22 horas, os encontros mensais acontecem no auditório da Ação Educativa na Vila Buarque, região central da capital. Trata-se de um amplo encontro de culturas populares, com destaque para a cultura nordestina: cordel, repente, aboio, embolada, poesia, dança e muita música brasileira.

Desta maneira, fomentando a arte e o gosto pela poesia e pela música, o artista pernambucano tem superado os desafios corriqueiros da vida e principalmente se reconhecido em particularidade.

Navegar é preciso, Cacá Lopes retorna as atividades no site

“Porque a arte, acima de tudo, é que nos move”

Olá amigas e amigos! Estamos de volta ao site.

Antes de mais nada, voltamos as atividades do site depois de um período de ausência, primeiramente saliento que retornar ao dinamismo das redes é um prazer inenarrável. Faço votos que a partir de agora possamos compartilhar nossa agenda de saberes e as belezas que a vida tem para nos ofertar.

O trabalho continuou

Nesse sentido, durante esse tempo que ficamos fora do ar, semeamos arte em muitos cantos e lugares. Porque a arte, acima de tudo, é que nos move. A música e a poesia nos fortalece como ser humano e nos transforma enquanto sociedade.

Estivemos na luta juntamente com os amigos buscando fortalecer o Cordel e o Forró, essa duas expressões que são referenciais em minha arte. Conseguimos alguns avanços, entre eles: o reconhecimento do cordel como patrimônio imaterial e cultural do Brasil, em 2018; O Programa Municipal de Fomento e Difusão do Forró, nesta primeira edição fomos contemplados com as Oficinas: Abraços e Versos: Um Encontro Entre O Forró E O Cordel, 2020.

Nesse meio tempo, lançamos músicas, livros, cordéis, o DVD Cantos Gerais, estreamos na FLIP – Festa Literária Internacional do Livro de Paraty- RJ com o grupo SP Cordel em 2019. E participamos de lives e mostras virtuais de artes, 2020.

Ocupando os territórios culturais

Ao longo deste período percorri SESCs; Bienais de Livro; Feiras Literárias; Saraus; Escolas e Universidades em projetos solo – Cordel nas escolas , com o Sarau Bodega do Brasil, SP Cordel e Cordel na Pauliceia.

Nesse ínterim, realizamos shows no Encontro Estéticas das Periferias, no Festival Forró da Garoa, com o Coletivo Bloco do Baião participamos de carnavais de Rua em Itaquera, São Miguel e no Centro. Além disso, atuo, com os coletivos SP Forró e Fórum Estadual do Forró, em suma, promover o Cordel e o Forró tem sido uma constante na minha carreira artística.

Juntamente com outros artistas e trios de forró circulamos as casas de cultura de Santo Amaro, Freguesia do Ó, e outras da Zona Leste. Prestamos homenagens a Jackson do Pandeiro no CTN – Centro de Tradições Nordestinas -no ano do seu centenário, 2019. E a Pedro Sertanejo, o desbravador do forró em São Paulo, no Festival SP Forró em casa. Além de tributos anuais a Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.